01 de Abril. Dia de encarar duras realidades. De manhã recebi um telefonema do diretor do museu de Espinho que insinuou que eu inventei a história do desenho ter rasgado pra conseguir dinheiro deles (Quando me convidaram a participar da exposição pediram o valor dos trabalhos para o seguro, dizendo que se qualquer coisa acontecesse…). Diz garantir que o desenho já veio assim, pois confia nos funcionários dele e que o máximo que poderá fazer é tentar ver o orçamento numa empresa de restauro… Ou seja querem é fugir da responsabilidade… Fiquei espumando de raiva o dia inteiro. Quem, em sã consciência estragaria o próprio trabalho e ainda o enviaria para uma exposição? Não bastasse o prejuízo e tudo o que eu ainda tenho que fazer para a tese, agora ainda terei que refazer o desenho que foi estragado. Passei o dia a fazer as alterações da tese. Quem dera as notícias fossem mentira de 1º de Abril...
Abril foi um mês super intenso. Terminar a tese, preparar a mudança (finalmente consegui um quarto na casa de uma amiga brasileira, a Yara), participar do Simpósio de Arte Terapia… Falta de sono, stress em excesso, deslizes na dieta… já viu no que deu…
Dia 15 fui para Odivelas levar uns trabalhos para Bienal de Culturas Lusofonas.
Dia 16 participei de uma aula de yoga no Centro Hindu. O local é lindo.
Expo do Miguel Palma na Gulbenkian – muito legal.
Dia 18 a notícia que eu tanto esperava: a minha tese foi finalmente aprovada. Agora toca revisar tudo e imprimir!
A Páscoa infelizmente passou sem grandes comemorações. Revisão da tese e filmes no computador. Organização da mudança. Saudades das Páscoas no Brasil…
Dia 26 Levei a tese para a gráfica! 16:30 início do simpósio de Artes Expressivas na Gulbenkian no Hotel Açores – onde teve um coquetel de recepção. De lá fomos para a Gulbenkian para a sessão de abertura com Paolo Knill. À noite, palestra (Fellini´s Carnival – Pessoa´s Masks, com o Steve Levine). Muito bom. E na volta pra casa mais arrumações pra mudança. A cada dia que passa estou cada vez mais cansada. Correria e stress demais e uma bela recaída como há muito não tinha.
27 de Abril. Início do simpósio às 9 da matina. Community art, sempre sob o comando do capitão Paolo Knill. Todas as atividades giram em torno do mar, da partida, por causa do tema do simpósio “E la nave va…” Tem gente de todos os cantos do mundo: muita gente da Suíça e da Escandinávia, mas tb Espanha, França, EUA, Canadá, África do Sul, Israel, Korea… e claro muita gente de Portugal. 100 pessoas ao todo que foram divididas em 4 grupos para a organização dos workshops (os 4 grupos vão circulando ao longo da semana pelos 4 workhops). Workshop de Clown Opera com Stephen K. Levine e Isabelle Schenkel. Foi divertido, embora esperássemos mais em termos de feedback sobre o uso da técnica do clown no processo terapeutico. A noite a Stefanie e a Helene foram jantar em casa. A noite, no hotel Açores, assistimos o belíssimo documentário “Breath made visible”.
28 de Abril. Community art. Workshop “Playing in the garden” com Ellen Levine e Jacques Stitelmann. Foi muito legal. A tarde a previsão era de chuva, o que não aconteceu. Fizemos uma atividades de pintura. Foi mais ou menos. Almoço em casa. Às 14.30 – palestra sobre Phototherapy – Brigite Annor. Muito interessante. A noite atividade especial. Fomos todos de metro para um bar no Príncipe Real chamado Pavilhão Chinês. Um lugar incrível, parece um museu, mas beem caro… (uma bela caminhada até lá desde a baixa Chiado). Foi hiper divertido. Rimos e dançamos um monte. Saí de lá depois da meia noite…
29 de Abril. Foi duro levantar para estar às 9 da matina no Community Art. Workshop Choreographing Poetry as Navigation (Margo Fuchs Knill e Markus Alexander). Foi muito bom. De manhã cada um criou uma poesia. Na pausa para o almoço fui buscar a tese – a capa saiu errada… A tarde, algumas das poesias foram coreografadas. Foi lindíssimo. Perdi parte da atividade da tarde para me encontrar com a minha orientadora. Finalmente consegui a assinatura dela na declaração para entregar em Évora. Jantar com alguns amigos num restaurante perto da Gulbenkian. A noite no Hotel, apresentação de fado – foi muito lindo.
30 de Abril. Community art. Ajustes para a preparação da performance. Workshop Body as Ship, Body as Sea com Judith Greer and Andreas Meier. Foi incrível. A noite apresentação da performance. Foi muito lindo. A noite foi recheada de surpresas. A Carla fez um trabalho incrível na organização do Simpósio. Algumas atrações foram na Gulbenkian, as outras no Hotel. Terminou bem tarde.
















