19 Junho 2011

ABRIL 2011


01 de Abril. Dia de encarar duras realidades. De manhã recebi um telefonema do diretor do museu de Espinho que insinuou que eu inventei a história do desenho ter rasgado pra conseguir dinheiro deles (Quando me convidaram a participar da exposição pediram o valor dos trabalhos para o seguro, dizendo que se qualquer coisa acontecesse…). Diz garantir que o desenho já veio assim, pois confia nos funcionários dele e que o máximo que poderá fazer é tentar ver o orçamento numa empresa de restauro… Ou seja querem é fugir da responsabilidade… Fiquei espumando de raiva o dia inteiro. Quem, em sã consciência estragaria o próprio trabalho e ainda o enviaria para uma exposição? Não bastasse o prejuízo e tudo o que eu ainda tenho que fazer para a tese, agora ainda terei que refazer o desenho que foi estragado. Passei o dia a fazer as alterações da tese. Quem dera as notícias fossem mentira de 1º de Abril...

Abril  foi um mês super intenso. Terminar a tese, preparar a mudança (finalmente consegui um quarto na casa de uma amiga brasileira, a Yara), participar do Simpósio de Arte Terapia… Falta de sono, stress em excesso, deslizes na dieta… já viu no que deu…

Dia 15 fui para Odivelas levar uns trabalhos para  Bienal de Culturas Lusofonas.

Dia 16 participei de uma aula de yoga no Centro Hindu. O local é lindo.

Expo do Miguel Palma na Gulbenkian – muito legal. 

Dia 18 a notícia que eu tanto esperava: a minha tese foi finalmente aprovada. Agora toca revisar tudo e imprimir!

A Páscoa infelizmente passou sem grandes comemorações. Revisão da tese e filmes no computador. Organização da mudança. Saudades das Páscoas no Brasil…

Dia 26 Levei a tese para a gráfica! 16:30 início do simpósio de Artes Expressivas na Gulbenkian no Hotel Açores – onde teve um coquetel de recepção. De lá fomos para a Gulbenkian para a sessão de abertura com Paolo Knill. À noite, palestra (Fellini´s Carnival – Pessoa´s Masks, com o Steve Levine). Muito bom. E na volta pra casa mais arrumações pra mudança. A cada dia que passa estou cada vez mais cansada. Correria  e stress demais e uma bela recaída como há muito não tinha.

27 de Abril. Início do simpósio às 9 da matina. Community art, sempre sob o comando do capitão Paolo Knill. Todas as atividades giram em torno do mar, da partida, por causa do tema do simpósio “E la nave va…” Tem gente de todos os cantos do mundo: muita gente da Suíça e da Escandinávia, mas tb Espanha, França, EUA, Canadá, África do Sul, Israel, Korea… e claro muita gente de Portugal. 100 pessoas ao todo que foram divididas em 4 grupos para a organização dos workshops (os 4 grupos vão circulando ao longo da semana pelos 4 workhops). Workshop de Clown Opera com Stephen K. Levine e Isabelle Schenkel. Foi divertido, embora esperássemos mais em termos de feedback sobre o uso da técnica do clown no processo terapeutico. A noite a Stefanie e a Helene foram jantar em casa. A noite, no hotel Açores, assistimos o belíssimo documentário “Breath made visible”.

28 de Abril. Community art. Workshop “Playing in the garden” com Ellen Levine e Jacques Stitelmann. Foi muito legal. A tarde a previsão era de chuva, o que não aconteceu. Fizemos uma atividades de pintura. Foi mais ou menos. Almoço em casa. Às 14.30 – palestra sobre Phototherapy – Brigite Annor. Muito interessante.  A noite atividade especial. Fomos todos de metro para um bar no Príncipe Real chamado Pavilhão Chinês. Um lugar incrível, parece um museu, mas beem caro… (uma bela caminhada até lá desde a baixa Chiado). Foi hiper divertido. Rimos e dançamos um monte. Saí de lá depois da meia noite…

29 de Abril. Foi duro levantar para estar às 9 da matina no Community Art. Workshop Choreographing Poetry as Navigation (Margo Fuchs Knill e Markus Alexander). Foi muito bom. De manhã cada um criou uma poesia. Na pausa para o almoço fui buscar a tese – a capa saiu errada… A tarde, algumas das poesias foram coreografadas. Foi lindíssimo. Perdi parte da atividade da tarde para me encontrar com a minha orientadora. Finalmente consegui a assinatura dela na declaração para entregar em Évora. Jantar com alguns amigos num restaurante perto da Gulbenkian. A noite no Hotel, apresentação de fado – foi muito lindo.

30 de Abril. Community art. Ajustes para a preparação da performance. Workshop Body as Ship, Body as Sea com Judith Greer and Andreas Meier. Foi incrível. A noite apresentação da performance. Foi muito lindo. A noite foi recheada de surpresas. A Carla fez um trabalho incrível na organização do Simpósio. Algumas atrações foram na Gulbenkian, as outras no Hotel. Terminou bem tarde. 

MARÇO 2011



O mês começou com a preparação do material para levar para a exposição em Espinho. Nova ultrassonografia – a coisa parece estável… As consultas com os médicos tradicionais são cada vez mais decepcionantes… Pra não dizer que algumas são pura perda de tempo.

05 de março. Espinho. Acordei as 5 da matina pra pegar o comboio das 7:30. Fui lutando contra o sono pra não ter o perigo de perder a estação correta… Cheguei lá super cansada. O Museu é próximo da estação. Por pouco não resolvi trazer tudo de volta. O senhor responsável pela montagem primeiro disse que eu não poderia colocar os 10 desenhos. Depois disse que não se responsabilizaria por qualquer incidente com os desenhos. Deixei minhas coisas lá e voltei preocupada. Cheguei em casa no meio da tarde. Tava morrendo de vontade de ir na festa de aniversário da Paulinha (baile de carnaval). Mas tava morrendo de cansaço e nem tinha fantasia. Acabei ficando aqui em casa e indo dormir cedo…

Nova visita a expo da Ana Vieira.

Mais um carnaval passou e eu nem aproveitei. Tudo por conta da tese…

A procura por um quarto continua, mas não tem sido fácil. Tudo ou muito pequeno, ou muito caro, ou muito mal localizado.

A senhora responsável pela expo de Espinho me telefonou pra dizer que um dos desenhos estava rasgado e se deveria colocá-lo mesmo assim… Eu, imaginando que era um desenho que tinha um pequeno defeito de menos de 1 cm que aconteceu na expo da Universidade, disse que sim…

12 de março. Viagem para Espinho para a abertura da expo. Peguei o comboio das 11:30. Tive sorte pois vários comboios foram suprimidos por conta da greve. A viagem correu bem. Cheguei lá por volta das 14:30, cedo demais pra ir pro Museu pois a expo só abriu as 16. Fui comer num restaurantezinho lá perto. O Museu tava cheio de gente. A organização foi boa, mas foi decepcionante ter confirmado com o senhor que organizou a montagem que o tal rasgo foi maior que eu jamais imaginei e aconteceu durante a montagem… O rasgo no desenho era enorme. A exposição era de péssima qualidade artística. Uma miscelânea de coisas, a maior parte muito amador (95%) ainda que os currículos no catálogo acusassem pessoas na maioria formadas em artes plásticas, com mestrados e doutorados… Estranhamente os melhores trabalhos estavam praticamente escondidos. O Jo apareceu quase no final. Ficamos lá ainda um pouquinho. Fomos jantar perto do Casino e depois voltamos pra Lisboa. Passamos aqui em casa pra pegar minhas coisas e fomos para a Póvoa. Até ir dormir eram quase 2 da matina…

Expo Museu Berardo: Mapamundi. A cartografia na arte.  Num percurso através de obras de cerca de cinquenta artistas contemporâneos, a exposição MAPAMUNDI formula a hipótese de que a cartografia é um desafio fundamental da criação artística actual e pode também ser a chave para compreender as próprias mudanças artísticas.
Comissariada por Guillaume Monsaingeon, esta exposição mostra o trabalho de Guillermo Kuitca, Michelangelo Pistoletto, Joseph Kosuth, Rivane Neuenschwander, Alighiero e Boetti, Nelson Leirner, do português Miguel Palma, entre outros, mostrando como os criadores utilizam a imensa história cartográfica.




20 de março. O Jo e eu passamos o dia em Tomar pra conhecer o convento de Cristo. Lindissimo. Almoço no Convento (meu presente de aniversário atrasado). A idéia inicial era de ir visitar uma gruta à tarde, mas já não daria mais tempo. Então passamos o resto do dia no convento e tb visitamos um pouco o centro de Tomar, tomamos “suco brazuca” (açaí e graviola) num café…

A crise faz-se sentir o tempo todo. As greve dos trêns, ônibus e metro são cada vez mais irritantes e atrapalham a vida de todo mundo, menos dos políticos, pois estes não usam transportes públicos…


Exposição do Rui Piçarra, Rui Valério, apresentação do Coral Cramol na Casa Museu Paula Rego.
Dia 28 dei uma entrevista para a RTP

Tese e trabalhos práticos em curso. O mês terminou com reunião de orientação da tese. Muito trabalho pela frente. 

FEVEREIRO 2011


04 de fevereiro. Desmontagem da expo no Porto. Jantar na casa dos primos do Jo. Teimosia de comer coisas que não posso só pra agradar me custou caro… Comi tudo o que não podia de A a Z… Na viagem de volta senti muita dor e na chegada o corpo cobrou caro pelos abusos…

Participei de uma reunião do GRAAL, sobre imigração e desenvolvimento. Foi super interessante. Foi gratificante participar de um projeto como esse.

E quem disse que o inferno astral termina com o aniversário? Planos adiados ad infinitum… Não sei até onde minha paciência ainda vai aguentar. O dia 06 custou a passar… Não via a hora de ir para o Clube Lusitano, onde reuni alguns amigos para curtir a Roda de Choro de Lisboa. Foi divertido.

Reorganizar as coisas (desfazer a mudança) e a cabeça… E toca trabalhar na tese pra tentar esquecer…

Novos exames e novas consultas de acupuntura e medicina quântica. A abordagem tem sido interessante; apesar de algumas recaídas começo a ver algumas melhoras. Levei vários puxões de orelha: por dormir menos do que devia, por carregar tanta tralha o que tá me provocando problemas na coluna (e é o reflexo da dor lombar que tem me causado as estranhas dores abdominais). O problema do fígado tá ligado à frustração e irritabilidade – e os últimos tempos têm me dado razões de sobra pra me sentir frustrada e irritada… Ando tão cansada, física e principalmente emocionalmente e já tá dando nas vistas… A Marta costuma brincar dizendo que dadas as circustâncias, meu fígado é um verdadeiro herói… hahaha.

18 Junho 2011

JANEIRO 2011



O ano começou num dolce far niente.

Aproveitei também pra organizar os desenhos para a exposição no Porto e organizar a cabeça que anda cada vez mais confusa...
Planos e sonhos adiados por conta da intolerância de uns e da inconstância, e falta de postura de outros… 

Em meio ao turbilhão, ao menos uma notícia interessante nas minhas pesquisas sobre tratamentos alternativos: ao contrário do que prega a medicina tradicional, os fitoestrógenos podem ser muito prejudiciais em casos como o meu… E também descobri a importância de fazer algum exercício físico leve logo ao acordar, para despertar o corpo, especialmente o fígado, o que ajuda a controlar a parte hormonal… Assim, passei a fazer yoga de manhã.

Dia 14 de Janeiro foi a inauguração da minha expo e do Jo no Porto no Espaço PT Tenente Valadim (não foi uma expo coletiva, até porque nosso trabalho é muito diferente, mas duas expos individuais em salas paralelas). Chegamos no Porto por volta das 10h e com a ajuda da Sra Manuela e de um outro senhor responsável pelas montagens tudo ficou pronto mais rápido do que esperávamos. (A Sra Manuela foi super impecável e super profissional durante todo o processo). Ainda tivemos tempo de descansar antes da abertura. A vernissagem foi legal, foi pouquinha gente, mas foram os parentes do Jo do Porto, a Catita e o Demian… Foi legal para que certas pessoas começassem a rever certos (pré) conceitos… Voltamos pra Lisboa perto da meia noite… 

A partir da segunda quinzena, aproveitei os poucos tempos livres pra visitar algumas exposições (CAM), a Casa do Brasil que está em novo endereço (onde fui pra fazer uns contatos e apresentar meu trabalho), e também para organizar minha mudança pra casa do Joaquim (gde parte das minhas coisas já estava lá desde o dia da inundação). Mas alegria de pobre dura pouco. Novo adiamento de planos. Pra ajudar, minha tese continua a dar muito trabalho e já começo a achar que terei que pedir novo adiamento. Não fosse minha amiga Marta e as sessões de acuputura… Santa Marta!

Visitei uma exposição super interessante do Columbano no Museu do Chiado.

Nova tentativa pra recuperar a saúde: Medicina Quântica: estranho mas muito interessante… 

15 Junho 2011

DEZEMBRO 2010


Dia 01 foi feriado aqui. Fui com o Jo assistir José e Pilar, um filme muito bonito e sensível que eu recomendo.
Tem feito um frio horroroso e não para de chover, o que só piora meus sintomas… A cada chuva, a lembrança do dia da inundação. Sinto falta do tempo que sentia prazer em ouvir o barulho da chuva lá fora.
Cadê coragem pra sair debaixo do edredon de manhã e enfrentar o frio e a chuva lá fora?

Nova abordagem com a medicina chinesa: tratamento do fígado – que é o que controla a parte hormonal… Bons resultados, embora tudo ainda continue muito instável.

Visita ao Museu do Oriente com interessantes exposições temporárias

Dia 08 teve festa de Natal na casa da Teresa. Tinha um monte de gente e foi super divertido.

O dia 09 foi um dia de viragem nos rumos do meu tratamento. Tudo começou ao passar mal depois de ter comido uma torta de maçã. Tive muitas dores e o sangramento recomeçou. No dia seguinte, depois de uma pratada de cereais no café da manhã, mais dores… Comecei a achar tudo muito estranho. Tenho me sentido muito fraca e sem energia nenhuma. No dia seguinte retomei minhas pesquisas sobre fibróides e descobri uma relação entre os miomas e o glúten! Talvez o o “missing link” seja o glúten e eu tenha intolerância, pois ultimamente tenho consumido muito glúten através de pãos de cereais e “papa” de cereais integrais no café da manhã, além do seitan que é “carne de glúten”. E alguns sintomas da colite voltaram… Isso sem contar que meu pai e eu sempre tivemos problemas digestivos desde a infância…
Dia 12 de dezembro comecei minha dieta sem glúten (já não podia comer lactose e soja…). Tem sido uma revolução na dieta. Ir ao supermercado passou a ser mais complicado, pois gasto um tempão lendo rótulos. É incrível que tudo tem farinha, soja ou lactose… E agora é mais complicado ir a um restaurante vegetariano, pois quase tudo tem soja ou seitan. Assim tenho que fazer tudo o que como, o que implica um tempão preparando comida…



17 de dezembro. Sexta-feira. Passei boa parte do dia na Gulbenkian participando do Fórum internacional sobre integração de imigrantes. Foi interessante. E valeu pelo contato com o Presidente da Casa do Brasil que ficou curioso pra conhecer o meu projeto e com a Prof Joana Miranda.
Continuo super cansada. Muito do que eu como me cai mal…

22 de dezembro. Consulta com a Dra Minnie, especialista em medicina interna e intolerâncias alimentares. A médica foi super simpática, ouviu toda a história com muita atenção. Pediu uma batelada de exames (que vou ter que rezar pra médica de família liberar para que eu faça pelo Estado), mas já tem quase certeza de que meu problema é alergia ao glúten e aos lácteos (assim como meu pai também deve ser). A hora de consulta passou voando, ela nem chegou a me examinar. Mas já deu várias dicas sobre alimentação (ela mesma tem esse problema, então entende do assunto). Novas adaptações na dieta pela frente…
Tenho pesquisado a sessão dos alimentos sem glúten nos supermercados. Só os maiores oferecem opções, assim como os supermercados “alternativos” de comida saudável. Quase tudo muito caro, feito de arroz, milho ou soja (essa eu tenho que evitar). Muita coisa com farinha branca (amido de milho, farinha de arroz branco), açúcar, nem tudo muito saudável… Eu que nunca tinha reparado na tal sessão do supermercado, vi que tem muita gente comprando essas coisas. Tem gente que fica um tempão lendo os rótulos, coisa que cada dia mais tenho que aprender a fazer. Tem gente que chega, olha pro lado, pega alguma coisa e sai rapidinho, como se tivesse vergonha… Não entendo do que…

23 de dezembro. quinta-feira. De manhã, ultimos preparativos para a viagem. Ainda consegui ter tempo para mandar uma mensagem de Natal pra quase todos os amigos e família. O Jo passou aqui pouco antes das 15h. A viagem foi tranquila. A medida que iamos chegando a temperatura ia descendo… O tempo nos recebeu gelado nos Gagos. Comemos alguma coisa por lá (fiz um cuscuz de milharina) e depois fomos para a casa na Guarda. Nenhum dos dois lugares tem aquecimento… Foi difícil dormir com tanto frio. E com o excesso de frio e umidade os sintomas pioraram muito.
O Natal foi tranquilo, passado em família (só o Jo e os pais dele, que me receberam muito bem). Passamos a maior parte do tempo na “lida da casa” pois os pais já tem limitações por causa da idade e passamos quase o tempo todo a ajudar. O frio não deu trégua. A média da temperatura era de -5º lá fora e 7º dentro de casa… Tinha que tomar coragem para fazer pequenos passeios lá fora. Sempre que acordávamos o dia nos recebia branquinho… Os melhores lugares da casa dos pais dele eram a cozinha (onde estava a lareira) e a sala onde tinha uma braseira… A colite resolveu atacar pra valer…  Credo, que zica!
Voltamos para Lisboa no dia 27. Gripe a caminho…
Passei os últimos dias do ano de molho com uma baita gripe, preparando materiais para a escola, revendo da tese…
Passei a virada do ano na casa do Joaquim. Eu não tava muito bem, mas foi tranquilinho…

NOVEMBRO 2010





Novembro começou com novas sessões de acupuntura. Tem dias que eu tenho tantas agulhas pelo corpo que mais pareço um boneco vudu… hahaha. Mas o caso não é mesmo fácil, as primeiras sessões não ajudaram a melhorar o quadro. Minha amiga começou a experimentar outra abordagem com ervas da medicina chinesa e o resultado foi melhor por um tempo.
As aulas na escola vão caminhando muito bem.
Exposições no CAM : “Professores” e “Escola”. Foi interessante, principalmente ver os trabalhos do João Queiroz…
Muita pesquisa pra tese e alguns progressos no texto. Pra variar, tenho passado boa parte do tempo na frente do computador, lendo e escrevendo…
15 de novembro. segunda-feira. De manhã tive consulta no posto de saúde. A médica atrasou pra caramba pra variar, mas foi novamente atenciosa, encaminhou o caso para um especialista e receitou alguns remédios para a colite… Nunca gastei tanto na vida com médicos, remédios, suplementos alimentares e comida saudável.
22 de novembro. Segunda-feira. Perdi a manhã toda na Maternidade Alfredo da Costa até ser atendida. Primeiro uma enfermeira meio atrapalhada fez um monte de perguntas enquanto ia “catando milho” no teclado do computador. Depois uma médica me atendeu (Dra. Mafalda). Foi mto simpática, fez o exame, disse que tava tudo bem. Hj de manhã, ironicamente, o sangramento diminuiu bastante, assim, ela deve ter achado que o caso não era assim tão urgente. Depois deu uns papéis para que eu marcasse exames e nova consulta. Ai é que foi a saga. Uma fila pra cada coisa. O ultrassom só consegui pra março e a consulta para abril!
Visitei a Feira de Arte Lisboa. Não fui muito feliz no horário, tinha muita gente, mal dava pra ver as coisas. Os anos anteriores foram mais interessantes. 

OUTUBRO 2010



O mês começou com uma reunião dos formadores na casa da Isabel. Novas caras, novas idéias.
Meu corpo continua a dar sinais dos abusos dos últimos tempos. As chatices recomeçaram…

05 de outubro. Dia aberto no Nextart. Fui pra lá de manhazinha, para ainda ter tempo de organizar a sala e preparar os materiais. A aula de técnicas mistas correu bem. Foram 11 alunos bem interessados. Agora é torcer para que a maioria se inscreva para o novo curso que começa em novembro. Voltei pra casa verde de fome. Depois do almoço, últimos preparativos para a aula de Pint IV, muita leitura (o livro do Gombrich é o máximo).
Dia 06 recomeçaram minhas aulas na Next-Art. As turmas são ótimas e super interessadas. Tenho adorado preparar as aulas de pintura IV – um atelier orientado. Dá uma trabalheira danada toda a preparação e pesquisa, mas tenho aprendido muito.
No início do mês reunião de orientação da parte prática da tese… Muito trabalho pela frente…
Foi triste ter que pagar o adiamento do mestrado, quando sei que tudo poderia estar resolvido se as coisas tivesses funcionado diferente… Agora é respirar fundo…

Cinema (Comer, orar e amar - Foi bonito embora muito superficial face ao livro. Mas mexeu comigo. Exposições na Gulbenkian em comemoração a República. Teatro (texto da minha amiga Carlota no Teatro da Trindade – super criativo). Reencontro com amigos que não via desde as férias.

16 de outubro. Sábado. A tarde fui na Culturgest para uma visita a exposição do João Queiróz com direito a visita guiada com o próprio artista. Há tempos que o trabalho de um artista não me deixava de queixo caido… Passei um tempão lá babando pelas pinturas e desenhos de paisagens. Que saudades de voltar a pintar.

25 de outubro. Comecei um tratamento com a minha amiga Marta Dinis que é fera em acupuntura e medicina chinesa, pra tentar uma outra abordagem pro meu caso. Não vai ser fácil, ela quer usar meu caso pra estudo…  (na semana anterior tive outra consulta com meu médico indiano, mas por hora a Ayurveda não tem dado grandes resultados em relação aos miomas). Voltei da consulta de acupuntura, cheirando a “Moxa” (parecia que eu tinha saido de um terreiro de macumba ou fumado erva), dei de cara com o técnico da PT que tinha vindo instalar a internet (a princípio ele viria na terça de manhã). Alguns dias depois, finalmente volto a ter net e tb telefone!

No final do mês um susto atrás do outro…  O Jo teve que ir correndo para a Guarda pois a mãe dele caiu e foi parar no hospital. Ela está com a saúde muito frágil.
29 de outubro. Sexta-feira. Um dia caótico. Fui na academia de manhã e muito esperta não levei o guarda-chuva. Voltei pra casa debaixo de uma baita chuva. Cheguei pingando, doida por outro banho quente… Ao abrir a porta que dá para o quintal, vejo que está quase transbordando de tanta água. A partir dai a correria. Levei tudo o que podia para as escadas (nem sei onde arrumei forças). Estava sempre de olho no nível da água no quintal mas só depois reparei que tinha água e esgoto subindo pelo banheiro e que rapidamente começou a invadir tudo: banheiro, corredor, meu quarto e parte da cozinha. Com exceção dos móveis consegui levar tudo o que era mais importante para as escadas. O proprietário apareceu por lá algumas horas depois e constatou alguns problemas na construção que por hora não sabe como resolver. Justo agora que instalei a net e comecei a arrumar a casa… é mais que hora de mudar. Passei o resto do tempo a limpar a casa – deu um trabalhão. A noitinha fui pra casa da Isabel Menezes, onde permaneci “acampada” neste final de semana…

30 de outubro. Sábado. Continuo na casa da Isabel. A chuva continua… A tarde voltei pra casa para ver como estavam as coisas. Graças a Deus tudo seco. Aproveitei para começar a organizar a tralha na escada, pois na hora do sufoco coloquei de qualquer jeito em malas, sacolas, etc.. Existe ordem no caos… A casa da Isabel é meio fora de mão indo de ônibus e aos finais de semana é ainda mais complicado, mas não posso reclamar. Ela tem sido super gentil e tem me dado a maior força.

31 de outubro. Domingo. Fiquei na casa da Isabel até o meio da tarde e depois voltei pra casa. Há tanto por fazer para preparar as aulas, pesquisar coisas para o mestrado…  Limpei novamente a casa, e passei o resto do tempo na net.